Escola Livre - Antroposofia

Iniciativa Médico, Pedagógico e Social Sol Violeta

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Em 1991, atuando como ginecologista e obstetra, iniciei junto a mulheres na fase do climatério (período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa), um trabalho médico, pedagógico e social no hospital Municipal São Luiz Gonzaga, no bairro do Jaçanã, Irmandade da Santa Casa de São Paulo, zona norte de São Paulo, construído por alemães há cerca de 110 anos.

Nascia e crescia, assim se desenvolvendo, o germe do projeto que mais tarde viria a se chamar Iniciativa Médico, Pedagógico e Social Sol Violeta. Nesta ação conheci a possibilidade de trabalhar com a medicina conforme sempre acreditara: com humanidade.

O envolver com a dinâmica de grupo no social me disse como fazê-lo. O grupo existiu durante 12 anos. A partir de então trabalhei na expansão das ações para a comunidade da zona norte de São Paulo e com a maioria dos recursos próprios - em tempo, espaço e dinheiro, o projeto continua até os dias de hoje.

Nossa missão promove atividades terapêuticas e pedagógicas a serviço da cura por meio do autoconhecimento e desenvolvimento humano que contribuam para o resgate da cidadania dos participantes.

Nos idos de 1988, numa madrugada de plantão, quando ainda residente, me deparei com uma situação inusitada: uma mulher deu à luz sem que soubesse que estava grávida! Naquele momento surgiu o lema da iniciativa que viria a nascer em 1991: a educação a serviço da cura e a cura a serviço da educação.

Anos mais tarde, em 1997, após o encontro com a antroposofia e a medicina antroposófica, reconheci seus princípios no trabalho até então realizado. Foi a feliz coincidência que precisava para se tornarem firmes e concretos os próximos passos em marcha do projeto.

No ano de 2000 inteirada, envolvida e comprometida com o seu conteúdo, com a ajuda da ADIGO, nasceu a identidade do trabalho cujo nome passou a ser Iniciativa Médico, Pedagógico e Social Sol Violeta.

Nós nos definimos como sendo um organismo vivo e saudável de um trabalho médico com base em princípios antroposóficos, sem viés político-partidário, que valoriza o aspecto pedagógico, priorizando a ética e a ecologia social, incentivando e promovendo o autoconhecimento e autodesenvolvimento aplicados para o indivíduo inserido na comunidade, respeitando a plena liberdade de cada um. Nossos objetivos são o resgate de consciência através de ações médicas pedagógicas e sociais.

A partir de 2008, quando ingressei na Liga dos Usuários e Amigos da Arte Médica Ampliada, (LUAAMA), a convite de Elaine Marasca, sua presidente, o projeto ganhou um parceiro, singelo e peculiar, forte como costumam ser o simples, e passamos a caminhar juntos.

São também nossos parceiros: o Centro Comunitário de Saúde do Jardim das Pedras e Imediações; Escola Livre – Antroposofia – Formação e Estudos Biográficos – JF – MG; Clínica Médica Vivenda Sant’Anna, Juiz de Fora, Minas Gerais; Vida Encantada - Eventos Evolutivos e Primeiro Congresso de Práticas Antroposóficas - 2020.

 Hoje com 30 anos de idade, a iniciativa. não tem sede física própria. Conta com várias ações médicas, pedagógicas e sociais que já envolveram milhares de pessoas*. Ocupa com o acolhimento da comunidade, suas acomodações - ruas, igrejas, escolas, hospitais, postos de saúde, feiras livres, parques, clubes, o espaço de nossa residência e consultório particular. Mas, sobretudo, ocupa para sempre com gratidão um espaço concreto do nosso coração!

 Ana Maria da Silva, médica com formação em antroposofia

São Paulo - SP

amsvioleta@uol.com.br

 

(*) Toda a documentação correspondente às ações realizadas encontra-se à disposição dos interessados.